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- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 2015-05-24 | [Este texto deve ser lido em francais] | Submetido por Guy Rancourt J’ai passé deux ans d’existence Mon amour à t’aimer en vain, Tu souriais de ma constance Et je pleurais de ton dédain… Pourtant si maintenant je pleure… Si je demeure confondu C’est que tu ne vaux pas une heure De tout le temps que j’ai perdu ! (Jeanne Neis-Nabert, « Carnets d’une morte » in Silences brisés, 1908, p. 132)
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